Keep Calm: “Muito ajuda quem não atrapalha!”

No dicionário: 

Calma – Virtude de controlar suas emoções, sossego, paz interior.

Esse é nosso maior desafio agora.
Cuidar do lado de dentro para sermos os mais úteis possível “lá fora”.

A vida nos impõe um momento onde pouco (quase nada se você não é do seleto grupo de pessoas que pesquisam esse tipo de coisa!) podemos fazer para mudar o que está acontecendo, mais que isso, quanto menos “existirmos” agora, melhor.

Quando eu era criança, ouvia muito minha mãe dizer, enquanto lavava o chão da cozinha e eu queria passar ou pegar algo pra comer:

“Muito ajuda, quem não atrapalha!”

Nunca antes, na (minha) história, um aprendizado deixou tão claro a melhor atitude a tomar!
O melhor a fazer é encontrar um meio de, internamente, ficarmos bem, até que saibamos o que fazer. Enquanto isso , tudo nos convida a nos mantemos o mais “quietos” possível.

Quando digo quietos, obviamente, estou falando de “sossegar o rabo” mesmo, parar de inventar moda, de sair, de encontrar gente que não precisa ser encontrada. 

Mas também digo: Paremos de colocar mais lenha na fogueira do desassossego, da ansiedade, do medo. Eu, pelo menos, vou continuar não falando sobre nada relacionado ao vírus e toda esse situação. Não por ser do grupo do “É só uma gripinha!”. Não sou. Não por estar alienada. Não estou. Porém não trabalho na área médica, não sou jornalista, logo, terei bem pouco, ou nada, à acrescentar. Pior, qualquer (des)informação que eu compartilhe, pode mais atrapalhar do que ajudar, assim como quando era criança e insistia em pegar um Danette de chocolate na geladeira e tomava uma vassourada da dona Bárbara.

Enquanto isso, aproveitemos o lado útil do incrível mundo da internet para nutrirmos nossa mente de coisas boas também e que nos ajudem a manter (ou recuperar) a calma. Falo da nossa própria qualidade de vida interna (já que fora está uma zona!) e daqueles que nos seguem.

Não podemos entrar na cozinha agora, mas ainda temos escolha, definir com qual atitude queremos esperar a limpeza terminar para podemos voltar a circular por lá livremente.

Isso tudo vai passar. 

É assim que a vida funciona. 

Só que no tempo dela, não no nosso.

Desejo que saibamos olhar para tudo isso além da dor e do medo.
Assim virão os aprendizados, pois a única certeza que tenho agora é que eles serão abundantes se estivermos abertos, apesar de tudo, às oportunidades que os momentos difíceis nos trazem.

Branca, a Atinderista…

É mais fácil eu acreditar em fadas, duendes, abduções alienígenas e candidatos à Presidência da República que no Tinder.

Explico:

Nosso cérebro é um criador de expectativas safado.
E o Tinder é massinha de modelar expectativas.
Logo, fica meio óbvio que vai dar merda!

Funciona assim, você cria um ser Humano na sua cabeça.
Crie com calma, tem que ser um ser humano bem especial, contendo tudo aquilo que você sempre sonhou, imaginou e esperou de um companheiro.

Seu cérebro sabe bem que você pode viajar na maionese e criar um semi-Deus, alguém que é a imagem da perfeição de tudo de bom que você juntou até aqui, com uma pitada de cada comédia romântica que assistiu, e que te fez suspirar, na vida. 

Se iluda muito… fique à vontade.

Crie um homem com a segurança, maturidade e a paciência do “Muito bem acompanhada”, com a aceitação, charme e cavalheirismo do “Uma linda Mulher”, coloque aquele toque feminista, autêntico e independente dos nossos tempos de “Casa comigo”, sem deixar de lado as histórias inesquecíveis de “Simplesmente amor”… Ah… e que tenha a pegada de “Sexo sem compromisso” e a durabilidade e romantismo do “P.S. Eu te amo!” e com aquele arremate final de “Felizes para Sempre” que só o Walt Disney pode dar em uma grande, verdadeira e eterna história de amor.
Pronto?
Fez?

Esse humano é, no meu caso, inteligente, irreverente, muito bem humorado, otimista, corajoso e aventureiro. Tem pouco mais de 1,80m e com um sorriso escancarado.
Ele é do “Vamos? Vamos!!! e por causa disso viajaríamos o mundo inteiro.
Gosta de andar de moto na estrada, de mergulhar, de longas caminhadas regadas a boas conversas sobre a vida, de ver o por do sol na praia.
E nós faríamos tudo isso juntos, muitas vezes. 

É alguém que não resiste a um cinema com pipoca em pleno dia de semana à noite, que não liga de ter o filme interrompido por beijos apaixonados e que topa ir comigo, num feriado qualquer, para o aeroporto com uma mala pronto para comprar uma passagem para o próximo voo que tiver disponível.
Sem importar pra onde.
Para descobrir lá o que há para conhecer, para curtir e para comer.

É alguém tão honesto, que vê no autoconhecimento e na sua própria humildade a única chance de viver uma vida mais íntegra, mais grandiosa, mais profunda, leve e feliz.

Esse alguém é transparente e me ajuda a crescer do seu lado.
Não faz D.R.`s porque em cada possibilidade de discussão ele é alguém que sabe rir da situação e transformar o motivo em piada.

Fala alto, é meio exagerado, estabanado e sabe ser feliz com bobagens.
Adora comer coisas gostosas, ouvir música alta no carro e não liga para ter o último modelo de carro, de roupa ou do celular.
Sabe que status se mede em realização.
E que sucesso é você saber ser feliz exatamente com o que tem agora.

Ele quer conhecer o mundo ao meu lado.
Ele quer dormir agarrado.
Ele tem fé na vida e acredita nas pessoas mesmo já tendo se decepcionado um bocado.
Ele não está nem aí para signos e nem para a opinião dos outros.
Troca uma discussão por um sorvete.
Troca dinheiro por paz.
Não troca os grandes amigos por nada.

Compra mais livros e jogos do que é capaz de ler ou de jogar.
É alguém bem resolvido, assumido e que está buscando construir, diariamente, sua própria felicidade.
É alguém que não abre mão a sua individualidade e independência e que já descobriu que amor de verdade é aquele que sabe respeitar a liberdade.

Aí, o Tinder te dá várias fotos de seres humanos pra você escolher.
Se aquele rosto encaixa no Ser Humano que você criou, você arrasta para a direita.
Se aquele rosto não combina com aquilo que você construiu aí dentro, é só arrastar para a esquerda.
Se acontecer o mesmo do lado de lá, você tem um “match”.
Com um “match” você tem a possibilidade de conversar com aquela pessoa.
Não com a pessoa que imaginou.
Com uma pessoa real, de verdade, que está lá do outro lado, atrás de um outro celular vivendo a sua vida, no seu próprio processo de aprendizagem e evolução.

Aí seu cérebro precisa começar a fazer um exercício um tanto complexo, mas que tira de letra, que é:

1) Generalizar, evidenciar, valorizar e grifar com uma caneta fluorescente emocional cada ítem que combina com a construção interna que você fez, tão bem feitinha aí…

2) Eliminar, apagar, fingir que não viu, esconder de si mesmo as “bandeiras vermelhas” que aquele ser humano faz tanta questão de te mostrar, sendo muito diferente daquilo que você busca e que você faz questão absoluta de não ver!

3) Distorcer o que dá, para forçar um encaixe: Precisa ser ele. Mas não é… Mas então vamos fingir que é. Ah… não é bem assim que eu esperava, mas calma, né? Ele ainda não me conhece, está inseguro, tem trabalhado demais, está traumatizado com o relacionamento anterior. Mas ele tem que ser aquilo que eu quero que ele seja! E será! A primeira vez é tudo esquisito mesmo, vamos dar uma segunda chance…

E assim você relê as conversar do WhatsApp exercitando essas 3 coisas aí muitas vezes.
E por isso, você não consegue ver o ser humano real que existe alí, escondido naquela criatura disforme que você está, toda entusiasmada,  matando afogado nas suas expectativas.

Até que, pouco a pouco, você vai se dando conta que aquele é um outro ser humano que, assim como você, está transbordando um monte de expectativas, ansiedades, sonhos em cima de você também e assim, sente que de alguma forma está sendo cobrada por isso exatamente como tem feito. Não é assim que o amor acontece. 

O amor acontece na tomada de fôlego de uma gargalhada a dois.
Na intimidade de um beijo que interrompe o filme. ‘

No direito que damos ao outro de ser quem ele realmente é.
Na coragem de sermos nós mesmos na frente da outra pessoa. 

Aí estaremos prontos para a tal longa caminhada regada a conversas profundas sobre a vida. E para o por do sol.

Até lá, é tudo ilusão.
Desse seu cérebro criador de expectativas e romance, que busca no outro, não uma outra pessoa diferente de nós, mas um espelho de quem somos.
Estamos no Tinder procurando a nós mesmos.
E não é lá que iremos encontrar!

É hora de “sair do armário”!

Palestrante.
Tenho um pouco de dificuldade de me auto-intitular assim, confesso…
Ainda não sei se essa palavra me traduz bem.
Apesar de viver viajando pelo Brasil há mais de 15 anos (e pelos EUA há 6) fazendo palestras e falando das coisas que eu acredito, por aí.
Acho meio metido, sabe?
Quando me apresento dou toda uma volta, do tipo: “Sou consultora, trabalho com eventos corporativos e blablablá.” Seria muito mais fácil falar: “Sou Palestrante.”

Mas, não consigo.

Minha mãe não entende bem o que eu faço até hoje.
Ela diz: “Ah… a Branca vive viajando, pra lá e pra cá, fazendo as coisas dela.”

Já meu filho, Gabriel, quando era criança, foi o que melhor traduziu o que faço:
“Minha mãe sobe num palco e fala de coisas importantes da vida para as pessoas que trabalham nas empresas que contratam ela e estão muito ocupadas trabalhando para pensar na vida.!”
É isso mesmo que eu tento fazer cada vez que subo no palco.
Acredito que muitas vezes estamos ocupados demais para viver, então vejo meu papel como alguém que pode ajudar a desligar um pouco o “piloto automático do comportamento” e contribuir para essa tomada de consciência, tão necessária como pré-requisito para assumir o controle.
Controle de si. Não da vida, isso nem existe.

Ainda nem consigo conjugar o verbo:
“Fui Palestrar em tal empresa ou lugar para falar de tal tema…”
Acabo dizendo: Fui dar… uma palestra. Ou, fui dar o cu…rso!
Mesmo sabendo o mini-susto pelo mal entendido que dizer isso assim pode gerar até que eu realmente termine a frase.

Vou superar isso.
Talvez melhorando a compreensão da tradução da palavra Palestrante no MEU DICIONÁRIO.
Afinal, acredito que as palavras tem o significado que a gente dá, então, vou fazer esse exercício aqui:

Ser Palestrante:
É falar das coisas que amo e acredito para 3 tipos de pessoas:
As que querem me ouvir, as que não sabiam que queriam me ouvir até eu começar a falar e as que não querem me ouvir.
É ser uma espécie de personal trainer de ideias. É ensinar pilates para o autoconhecimento, fazer Crossfit com o autodesenvolvimento. É ter um carinho, todo especial, com o prefixo AUTO!
É saber que eu não mudo ninguém, no máximo cutuco o botão da vontade, da coragem e da autoconfiança .
É fazer do avião, sua rotina e saber as instruções de segurança do voo de cor.
É guardar a mesinha, retornar o encosto da poltrona a posição vertical e desligar o celular antes mesmo de ser solicitado.

É perder um pouco do medo do mundo cada vez que saio para uma viagem.
E perder um pouco do “medo de gente” cada vez que subo num palco.
Ter aquele gelo na barriga, digno de uma bela montanha russa, diante de cada nova plateia. É reconhecer o tamanho da responsabilidade que é ter um microfone na mão.

Aprender a dormir bem em cama de hotel, no avião, no aeroporto.
Aprender a ficar bem dormindo 8 horas, 4, 2 ou nenhuma.

É estar aberto e falar com toda gente e assim curtir cada primeiro encontro que acontece pelo caminho e que sabemos, tem muito potencial para ser também o último. É reconhecer o grande mestre que mora em cada uma uma dessas pessoas e aprender com elas.

É saber que toda interação humana muda, de alguma forma, mesmo que só um pouquinho, o estado emocional do outro e se esforçar, conscientemente para que isso aconteça de forma positiva.

É ver a riqueza que a diversidade traz ao mundo, às empresas e às outras pessoas e ter a coragem de gostar do que é diferente de mim e assim estar aberta a me conectar, aprender e mudar. É aprender a ver o belo no esquisito e o esquisito no normal.

É subir no palco sem ter muita certeza de quais histórias irão transbordar de mim dessa vez. E ter fé que serão, justamente, as histórias que aquelas pessoas precisam ouvir para montar seus próprios quebra-cabeças da vida.
É cuidar de cada palavra que sai da sua boca para que nenhuma delas desrespeite, em nenhum momento, as verdades contidas dentro de um outro ser humano. 

É entender que não falo do que sei, mas do que estou buscando e compreender que cada um está vivendo seu próprio processo e que é preciso respeitar a etapa em que o outro está, suas crenças, opiniões e emoções.

É dar o direito ao outro de não gostar de você, mesmo torcendo muito para que goste.É fazer selfie com a galera no final. É ficar feliz quando rola fila e triste quando ninguém te procura para fazer selfies no final.

É cuidar do Ego. 

Algumas vezes com massagem, em outras com calmante.

É reconhecer sua pequenez ao subir no palco e ter a coragem de ser grande ao mesmo tempo. As pessoas esperam isso de você.

Exercitar o dar e receber em cada palavra, em cada olhar, em cada contato.
Transformar um encontro, tecnicamente corporativo, em um papo tão bom quanto se estivéssemos na sala de casa.
É continuar sendo eu mesma, só que com mais volume. 

É, sou a Branca Barão, palestrante.
Prazer.
E esse é meu Blog, Tarja Branca.

O que faço aqui?
Mini-Palestras escritas.

Tarja Branca

Escrever um Blog!
Essa foi uma das primeiras coisas que fiz descobrindo o maravilhoso mundo da internet há uns bons 15 anos e cá estou eu de novo.
Afinal, a vida é ir e vir.
A minha pelo menos, é.
E eu adoro.
Tipo aquele lance do rio do filósofo famoso lá, sabe?

Você não se molha duas vezes no mesmo rio… ou a água é outra ou você é outro.

E é justamente sobre essas mudanças, a nova água da vida que te molha, você querendo ficar molhado ou não, sobre o que meus olhos vêem de novo nas coisas velhas ou de velho nas coisas novas que vou falar aqui.

Vamos passear por palavras, músicas, filmes, livros, empresas e suas pessoas, expectativas, realidades, sonhos, primeiros beijos, velhas conclusões, novas descobertas, decepções e principalmente pelo que temos para aprender com tudo isso. 

Uma espécie de:
“O que eu faço com isso agora?!”
Mas não da piada, da vida!

Aqui, vou fazendo minhas conclusões temporárias sobre a vida. 

Vou por aí, como costumo fazer, procurando aprender e avançar com cada coisa que acontece. Vai que, cai alguma ficha aí e nesse caso você pode aprender com algum erro meu e dessa forma, não precisa errar o mesmo que eu para aprender. E no caso dos acertos, pode ficar com vontade de experimentar. 

E se eu mudar de opinião?
Simples, faço um novo post.

Acho que esse é o maior aprendizado até aqui:
Saber que o que penso agora é um tipo de mala que arrumei até aqui nessa viagem de viver.
Nada me impede de abrir a mala, doar umas coisas que não me servem mais, jogar outras que percebo que estragaram no lixo e colocar coisas novas no lugar.

Sim, essa mala é todinha composta por ítens perecíveis.
Que bom.
Nós somos perecíveis, porque nossos pensamentos ou sentimentos não deveriam ser tratados assim também?

Já que no rio da vida, muitas vezes a água é a mesma, que nós sejamos outros.
Melhores.

Seja bem-vindo ao Tarja Branca!
Lugar de reconectar ao que verdadeiramente importa, de refletir sobre coisas simples e fazer delas importantes, ressurgir das cinzas, vez ou outra, mas principalmente de reconhecer que a vida tem um lado maravilhoso (que precisamos estar com olhos bem abertos para vê-lo) e um outro que nem sempre é fofo com a gente (e que ainda assim dá pra fazer algo de bom e de útil aí dentro com tudo que nos acontece!)

Tarja Branca, a vida sem receita.
Sem certo, sem errado e sem fórmula mágica ou X passos para coisa nenhuma.
Porque o remédio é ser feliz e pra isso é preciso usar tudo que acontece com a gente para crescer!
Com um passo (o seu próprio passo!) de cada vez.
Com a coragem que a vida pede de olhar para aquela pessoa que vemos quando olhamos no espelho com cuidado, honestidade e muita paciência.

E lá vamos nós…